
As crianças que estão institucionalizadas têm dificuldade em criar laços afetivos com quem cuida delas, revela um estudo da Universidade do Minho, que aponta que a solução está em alternativas de cariz familiar, nomeadamente a adoção.
O estudo resulta de uma investigação levada a cabo pela Escola de Psicologia da Universidade do Minho (UM) e aponta que "mais de metade das crianças institucionalizadas exibe padrões atípicos de vinculação, isto é, apresenta dificuldades na criação de laços com os cuidadores institucionais".
"Esta realidade parece estar associada à escassez de cuidadores nas instituições, o que não permite uma individualização dos cuidados prestados", revela o estudo intitulado "Desorganização e Comportamentos Perturbados de Vinculação num grupo de crianças portuguesas institucionalizadas".
De acordo com informação do gabinete de comunicação da UM, trata-se de um estudo inédito, uma vez que estudou exclusivamente crianças com idades entre os 12 e os 30 meses de idade. Os 85 bebés estavam aos cuidados de 19 centros de acolhimento da zona norte do país.
"A investigação mostra que metade das crianças tem comportamentos perturbados de tipo indiscriminado, 29 por cento apresenta comportamentos de tipo inibido e 29 por cento manifesta comportamentos de distorção de base segura", lê-se no comunicado.
Na opinião da orientadora da responsável pelo estudo, Isabel Soares, "a hipersociabilidade e a abertura excessiva a pessoas desconhecidas são comportamentos de risco para a própria criança" porque "traduz-se numa incapacidade por parte da criança de se proteger, tornando-a mais vulnerável a abusos ou a manipulações".
O estudo resulta de uma investigação levada a cabo pela Escola de Psicologia da Universidade do Minho (UM) e aponta que "mais de metade das crianças institucionalizadas exibe padrões atípicos de vinculação, isto é, apresenta dificuldades na criação de laços com os cuidadores institucionais".
"Esta realidade parece estar associada à escassez de cuidadores nas instituições, o que não permite uma individualização dos cuidados prestados", revela o estudo intitulado "Desorganização e Comportamentos Perturbados de Vinculação num grupo de crianças portuguesas institucionalizadas".
De acordo com informação do gabinete de comunicação da UM, trata-se de um estudo inédito, uma vez que estudou exclusivamente crianças com idades entre os 12 e os 30 meses de idade. Os 85 bebés estavam aos cuidados de 19 centros de acolhimento da zona norte do país.
"A investigação mostra que metade das crianças tem comportamentos perturbados de tipo indiscriminado, 29 por cento apresenta comportamentos de tipo inibido e 29 por cento manifesta comportamentos de distorção de base segura", lê-se no comunicado.
Na opinião da orientadora da responsável pelo estudo, Isabel Soares, "a hipersociabilidade e a abertura excessiva a pessoas desconhecidas são comportamentos de risco para a própria criança" porque "traduz-se numa incapacidade por parte da criança de se proteger, tornando-a mais vulnerável a abusos ou a manipulações".
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